Páscoa II
“Dei a eles a glória que me deste, para que possam ser um, assim como tu e eu somos um.”
São João 17.22
Nela habitando a glória, a Igreja é o templo de Deus. Mas a glória na Igreja é uma glória invisível. Embora a Igreja seja visível, a glória não pode ser confundida com majestade e esplendor terreno, pois é glória somente discernível pela fé.
Somente na parousia a glória será visível. A glória na Igreja é uma amostra da glória que está por vir. Aqui, os poderes da era vindoura já trabalham na humilhação da Igreja: lá, a visão aberta da glória espera a Igreja no dia em que o julgamento começar, na casa de Deus. Separada deste contexto escatológico a doutrina da Igreja se torna a doutrina de uma instituição dentre outras no plano da história.”
Gateway to God
Editado por Lorna Kendall
Darton, Longman and Todd, Londres 1988
White Crucifixion, 1938
A Ressurreição é o tema central em toda pregação cristã reportada em Atos dos Apóstolos. A Ressurreição e suas conseqüências, eram o Evangelho – ou as boas novas – que os cristãos apresentavam: aquilo que nós chamamos de – evangelhos -, ou narrativas da vida e morte de nosso Senhor, foram compostos mais tarde, para o benefício daqueles que já haviam aceito o Evangelho! Estes documentos não foram de fato a base do Cristianismo: eles foram escritos para os já convertidos. O milagre da Ressurreição, e a teologia daquele milagre, vêm primeiro: a biografia viria mais tarde, quase que como um comentário…
Quando os escritores contemporâneos falam da Ressurreição, usualmente significam um momento particular – a descoberta do Túmulo Vazio e a aparição de Jesus a poucos passos dali. O relato daqueles momentos é o que os apologistas buscam apoiar e defender… e os céticos se esforçam por desacreditar. Mas esta concentração quase exclusiva naqueles primeiros cinco minutos, mais ou menos, da Ressurreição, teria desconcertado os primeiros mestres cristãos. Ao clamar terem visto a Ressurreição eles não estavam necessariamente afirmando terem presenciado aquele primeiro evento . Alguns deles, sim o viram. Outros não. Aquele primeiro – encontro – não tinha importância maior que qualquer outra das aparições de Jesus ressurreto… a não ser pela importância dramática e poética que as experiências iniciais costumam ter.O que eles afirmavam era que todos eles, uma ou outra vez, encontraram Jesus durante as seis ou sete semanas que se seguiram à Sua morte. Por vezes parece terem estado sozinhos, mas uma ocasião os Doze estavam juntos ao encontrá-lo… e ainda em outra ocasião, perto de mais ou menos quinhentos deles…sendo que, segundo São Paulo, a maior parte deles estava ainda viva quando escreveu a I Carta aos Coríntios, isto é, em torno do ano 55.”
William Collins Sons, 1974
















