12 de Julho de 2009 • Trindade V
Profecia de Amós 7. 12-1
A Oração como Encontro
Metropolita Anthony de Sourush, Creative Prayer, Editado por Hugh
Wybrew Darton, Longman and Todd, Londres 1987, página 4
A Oração como Encontro
O Nascimento da Oração
São Pedro costuma ser chamado Príncipe dos Apóstolos devido as palavras que o re-nomearam, passando de Simão à Cefas. Esta é forma aramaica da palavra grega para rocha. Jesus afirmou que sobre esta rocha edificaria a Igreja. Pedro e Paulo passaram a ser vistos como tendo papéis diversos na liderança da Igreja: Pedro testemunhou o senhorio de Cristo e Paulo elaborou uma compreensão para os seguidores do Caminho. Pedro e Paulo são lembrados nesta data desde os primeiros dias da Igreja. É um tempo em que rezamos o aniversário do martírio de ambos em Roma, no ano de 64.Leituras do Domingo
Livro de Sabedoria 1.13-15, 2.23-24.
II Coríntios 8.7,9, 13-15.
São Marcos 5.21-43
Darton, Longman and Todd, Londres – 1987
Santo Irineu nasceu em Esmirna, no ano 130. Quando menino conheceu São Policarpo. Policarpo, por sua vez, foi discípulo do Apóstolo São João. Santo Irineu é assim uma das conexões vitais entre a Igreja apostólica e o segundo século. Estudou em Roma e mais tarde foi ordenado sacerdote em Lion, na França, sucedendo o bispo local, martirizado em 177. Lutou muito contra as convicções mitológicas e não históricas dos Gnósticos, enfatizando sempre a humanidade plena do Verbo feito carne, Jesus. Afirmou o papel público de ensino do episcopado no sentido de combater as doutrinas falsas. Irineu é honrado como o primeiro grande teólogo católico, erguendo-se acima das tradições do Oriente e do Ocidente. Foi martirizado no ano 200.
“Deus da paz, que através do ministério de teu servo Irineu, fortaleceste a fé verdadeira trazendo harmonia à Tua Igreja: preserva-nos fiéis na verdadeira fé, renovando em nós a fé e o amor, para que caminhemos sempre na vereda que leva à vida eterna; por Jesus Cristo teu Filho nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Santo Espírito. Amém.”
O Metropolita Anthony nasceu na Suíça em 19 de Junho de 1914 onde seu pai servia como membro do Corpo Diplomático do Império Russo. Ele e a família sofreram as turbulências da Revolução Russa de 1917, foram obrigados a viver na Pérsia, mais tarde na França e Áustria. Formou-se em física, química e biologia na Faculdade de Ciências da Sorbonne. Depois disso estudou medicina e em 1939 já era médico. Em meio às tribulações da época e da vida de seu povo, chegou a cogitar do suicídio, uma vez que não descobria sentido na vida. Contrariado, convidado por um sacerdote que seria o palestrante, foi a um encontro de jovens russos. Estava decidido a não prestar atenção alguma ao que ouvisse. Aí, sentiu-se indignado com a visão de Cristo e do cristianismo, considerando-as repulsivas. De qualquer forma, ao retornar para casa, decidiu tomar um dos Evangelhos para conferir a “estória” que o sacerdote referira. Para não perder muito tempo, escolheu o Evangelho mais curto, o de São Marcos. Ao chegar ao terceiro capítulo, ele mesmo conta: “… de repente senti que, do outro lado de minha mesa havia uma presença. A certeza foi tão forte de que era o Cristo mesmo ali, que ela jamais me deixou...” E conclui… “Não descobri, como se pode ver, o Evangelho, começando com sua primeira mensagem da anunciação… mas como um evento que deixou para trás todas as dificuldades da descrença… porque foi uma experiência direta e pessoal. Após servir como médico no Exército Francês durante a II Grande Guerra, em 1943, secretamente fez os votos monásticos da estabilidade, pobreza, castidade e obediência. Em 1948 foi ordenado sacerdote e em 1958 sagrado bispo, com responsabilidade sobre toda a Inglaterra e Irlanda. Recebeu ainda a jurisdição de Arcebispo em 1962, de Patriarca para a Europa Ocidental em 1963 e Metropolita em 1966. “Devemos estar preparados para descobrir que o passo último de nossa relação com Deus é um ato de pura adoração, face a face, mistério no qual não podemos penetrar.”
“Ó Deus, Rei da glória, que exaltaste o teu único Filho Jesus Cristo com grande triunfo ao teu celeste reino; Suplicamos que não nos deixes desconsolados; mas nos envies teu Santo Espírito, para nos confortar e conduzir ao alto e santo lugar, onde nosso Salvador Cristo já nos precedeu, o qual vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, pelos séculos sem fim. Amém.” LOC, Coleta do domingo depois da Ascensão